Depois de ter você,
pra quê querer saber que horas são?
Se é noite ou faz calor,
se estamos no verão,
se o sol virá ou não,
ou pra quê é que serve uma canção como essa?
Depois de ter você, poetas para quê?
Os deuses, as dúvidas,
pra quê amendoeiras pelas ruas?
Para quê servem as ruas?
Depois de ter você...
22 de abr. de 2008
Depois de ter você...
10 de abr. de 2008
9 de abr. de 2008
3 de abr. de 2008
Vade mecum? Vade tecum!

Num dia atípico, me lancei Na natureza Selvagem.
Eu estava realmente precisando de um mergulho assim: um filme tapa na cara e murro no estômago, tudo junto agora. A vida do jovem Christopher McCandless é de uma pureza ímpar: para o bem e para o mal. Intenso, sem ser sacal: sensível, mas decidido. Num dos discursos mais tocantes para mim no filme, afirma que todo homem necessita sentir-se forte pelo menos uma vez, mesmo que saiba que não o é. E diz isso ao enfrentar o mar pela primeira vez... Dirigido por Sean Penn, e muito bem fotografado e editado, o filme traz similaridades com O Homem-Urso, de Herzog, mas muito mais humano este que animal aquele e de uma humanidade que toca pelas ressonâncias em (mim) nós. Se está precisando duma chacoalhada, vá ver. Imprescindível.
D.
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