
Faço questão de interromper o jejum de post's devido ao final de semstre para divulgar o blog de Sir Reifisson: CultMix, dedicado à filmografia GLBT.
Tem coisas inimagináveis! Pince uma e delicie-se!
http://cultmix.wordpress.com/
Bises.
Reminiscências de alhures, pensamentos esparsos, intermitências de alma... Se você sabe quem sou, reconhecerá. Se não, descubra.



Eu nego. Nunca admitiria tal coisa. Veja só! Pensar que em sã consciência eu ataria minha própria mãe e sairia feliz para a vida, deixando-a lá, à mercê do bem querer divino?





Sorte do biscoito chinês:
“O que tem que ser seu
sempre voltará a você.”



Um dos desejos paulistanos satisfeitos: há anos queria ver uma montagem do Antunes, o legendário. Pois bem, fui, vi e amei... teatro de verdade, daqueles de marcar a vida. A Companhia Macunaíma e o CPT (Centro de Pesquisas Teatrais, dirigido pelo Antunes) encenam esta obra de Ariano Suassuna numa montagem moderna e envolvente, brasileira e eterna. A verborragia de Suassuna encontra um teatro flexível e amoldado à sua lírica sertaneja, de modo a contar a história de maneira a fazer sentir a leitura do texto do mestre.
O próprio Ariano derrete-se: "Se dissessem a mim: -Toda a sua obra vai ser destruída, você só tem o direito de fazer escapar uma'', eu faria escapar A Pedra do Reino, porque foi onde eu me expressei de maneira menos incompleta. De tudo que escrevi, A Pedra do Reino é o que mais expressa o meu universo interior". A história de Dom Diniz, pobre bibliotecário suscedâneo da verdadeira realeza brasileira e mestiça leva ao calor da Paraíba da época de João Pessoa, do Estado Novo de Getúlio, do romantismo do início do século passado nos rincões do interior e até das pretéritas ilusões sebastianistas. A singeleza das personagens, a força da roda da história, a brasilidade enfim, tudo faz deste espetáculo um verdadeiro Memorial, tal qual o título da obra sela.
Recomendo vivamente aos viajantes, e aos amigos de Brasília boas novas: não resisti perguntar sobre a excursão, e descobri que irá à Capital. Sem medo: Antunes faz teatro pro povo, preço populares garantidos.
Genial. Ri de doer, de verdade: passei mal na sala... O falso documentário do segundo maior repórter da gloriosa nação do Cazaquistão nos U.S and A. foi um dos filmes mais hilários que já vi em toda minha vida. Exagero? Não: o humor é daqueles que me deliciam. Por exemplo, odiei todos aqueles Todo mundo em pânico... Sarcasmo, humor negro, vexame, tudo o que há de mais politicamente incorreto num filme você encontrará em Borat. Mas obviamente isto não basta para chamá-lo de genial. O que torna este filme delicioso é a carga de ironia sobre o american way of life que ele certeiramente destila. Cohen, o humorista judeu-britânico por trás do personagem, consegue o improvável: faz os americanos médios reconhecerem sua profunda estupidez ao verem-se. Quero crer que esta comédia rica em inteligência fará mais pensantes questionadores na terra dos sonhos que o fraco Crash, oscarizado ano passado.
Recomendação: vão ver com os amigos mais sarcásticos disponíveis na praça... Se for com gente burra, você vai passar raiva.
Nota: cognomeei o filme de Ensaio sobre a vergonha parafraseando Saramago sem dó nem humildade porque seu humor reside basicamente nisto: expôr uma vergonha até as raias do intolerável, do risível. E este irrefreável! Delícia de filme!

Baseado nas Noites de Cabíria do Fellinni, o musical de Cláudia Raia, magistralmente dirigido por Charles Müller e Cláudio Botelho enche os olhos de qualquer um. A produção é impecável e até surpreendente aos olhos provincianos deste candango: figurinos, cenários, acompanhamento de quase big band, tudo de mais fino... Contudo, sempre há um contudo...


Um homem dos vinhedos falou, em agonia, junto ao ouvido de Marcela. Antes de
morrer, revelou a ela o segredo: - A uva – sussurrou – é feita de
vinho. Marcela Pérez-Silva me contou isso, e eu pensei: se a uva é feita de
vinho, talvez a gente seja as palavras que contam o que a gente é.

Pour Aline.
Feliz Anos Novos!
For ever and ever!
Estou na praia, torrado e já descascando... Porto Seguro, BA.
Cidadezinha maneira, mas bem zinha... Ahuahauahua
Imagina que TODOS os lugares em que fomos comer, alguma coisa que pedimos já tinha acabado! Ahauahau
Estou com minha quase ex comunidade, a Rebento Novo, e com Palm's.
Deixa eu digerir esse acarajé e depois escrevo mais!
Axé pra todos!