24 de abr. de 2007

Passamentos





Quanto tempo leva até ser o que se quer ser?
Quanto será que custa ter o que se quer ter?
Quando será que se é o que se busca ser?
Pra quê?

Onde está o que se quer tanto?
Inteira brilha a lua que alta vive,
Mas e do baixio de nós, que reluz?

Que mais preciso?
Que mais busco?
Quem é?

Uns soam,
Outros troam...
Eu passo.
Olho.
Colho.
Expiro.
Des-conexo.

16 de abr. de 2007

Futurama


A dor é pródiga em encher páginas... Mas o alento da felicidade é inefável, intransponível às letras, apesar dos brilhantes esforços dos poetas. Senti-me assim na última ida a Brasília. Ver os amados, ser amado por eles, foi muito bom... fiz direitinho o exercício de casa, enchendo meu “saquinho de afeto” até a borda. Não sem um travo intraduzível, um sei-lá-quê que me deixou um tanto quanto blasé, mas a sensação gostosa de sentir-se querido foi reconfortante.
Mas que tesouro fazer disso? Há tanto a fazer, a ser, a vencer... Trabalho, dieta, academia, terapia, há que se começar por alguma coisa... Mas sinto que comecei bem. A jornada ao centro do eu, longe de misantropia autofágica, tem sido uma bússola. Ao perceber que os mundos de ontem, de hoje e do desejado amanhã estão em descompasso, como redimensionar-me para alçar vôo rumo ao que vem? A tentativa de manter trilhos seguros nesta jornada é árdua, com vitórias e derrotas... Coisas fortes e certas desmoronaram, e percepções sutis se confirmaram cristalinamente. O que sei agora é o que sou. Plagiando Paulo, lançando-me ao que vem...
Sorte do biscoito chinês:
“O que tem que ser seu
sempre voltará a você.”

Bises

13 de abr. de 2007

Aos amigos...



Meus caros, volta-se porque se tem saudade
Porque se foi feliz intimamente
Volta-se porque se tocou num inocente
E porque se encontrou tranquilidade

A despeito da vida que acorrente
Volta-se, volta-se para a sinceridade
Volta-se sempre, tarde ou de repente
Na alegria ou na infelicidade.

E nada como esse apelo da lembrança
Para se trasfigurar numa esperança
Essa desolação que uma alma leve

Assim é que, partindo, eu vou levando
Toda a desolação de um até-quando
Num ardente desejo de até-breve.

Vinicius de Moraes

Eu amo vcs!!!

4 de abr. de 2007

Páscoa!

A agência central de páscoa comunica que a entrega de presentes nesta páscoa sofrerá um atraso.
Houve um problema com o entregador