
Baixio das Bestas
Olha, eu até hoje não sei se eu gostei de Amarelo Manga, então minha perplexidade parece que vai perdurar com este novo filme do diretor Cláudio Assis.
A crueza da realidade que ele mostra, para alguém como eu que conhece as brenhas do nordeste, soa mui verossímil. A crítica mais recorrente que leio é a de que o filme escracha de uma maneira que não é arte, mas pura provocação. É até plausível o escândalo: ele realmente não poupa ninguém em momento algum. Mas a grande crueza que notei no filme foi a da fotografia, que apresenta um retrato fiel em cores e texturas dos baixios de beira de estrada deste brasilzão afora. Chega-se a sentir calor ao ver aquilo! Neste aspecto técnico, como também na trilha incidental, o filme é muito feliz. A atuação correta de parte do elenco, ouça bem, de PARTE do elenco também corroboram para que a película seja melhor que pior. Como dizem, há uma primeira vez pra tudo nesta vida: foi esta a vez que não gostei da atuação de Matheus Nachtergaele. Infelizmente, ele não está sozinho na parte do elenco que me decepcionou... Cruzes!
Há uma gratuidade em alguns lances do roteiro que te deixam no final com aquela sensação de “pra quê aquilo mesmo?”. A história é coesa, mas o que me soou forçante foi o excesso de personagens, que não acresce na trama, confunde mais que explica, é até recurso, contudo seria um prazer ser poupado deste. Essa é essencialmente a mesma crítica que guardo do Amarelo Manga. Acho inclusive que a forte coloração sexual das duas história está a serviço do roteiro, mesmo nas horas que escolhe te irritar ou te enojar. Definitivamente, é um filme pra iniciados.
Apesar de tudo, recomendo vivamente. É uma ótima experiência de cinema. 4 estrelas em 5.
Ops, não leve crianças! Nem etária nem mentalmente.
Olha, eu até hoje não sei se eu gostei de Amarelo Manga, então minha perplexidade parece que vai perdurar com este novo filme do diretor Cláudio Assis.
A crueza da realidade que ele mostra, para alguém como eu que conhece as brenhas do nordeste, soa mui verossímil. A crítica mais recorrente que leio é a de que o filme escracha de uma maneira que não é arte, mas pura provocação. É até plausível o escândalo: ele realmente não poupa ninguém em momento algum. Mas a grande crueza que notei no filme foi a da fotografia, que apresenta um retrato fiel em cores e texturas dos baixios de beira de estrada deste brasilzão afora. Chega-se a sentir calor ao ver aquilo! Neste aspecto técnico, como também na trilha incidental, o filme é muito feliz. A atuação correta de parte do elenco, ouça bem, de PARTE do elenco também corroboram para que a película seja melhor que pior. Como dizem, há uma primeira vez pra tudo nesta vida: foi esta a vez que não gostei da atuação de Matheus Nachtergaele. Infelizmente, ele não está sozinho na parte do elenco que me decepcionou... Cruzes!
Há uma gratuidade em alguns lances do roteiro que te deixam no final com aquela sensação de “pra quê aquilo mesmo?”. A história é coesa, mas o que me soou forçante foi o excesso de personagens, que não acresce na trama, confunde mais que explica, é até recurso, contudo seria um prazer ser poupado deste. Essa é essencialmente a mesma crítica que guardo do Amarelo Manga. Acho inclusive que a forte coloração sexual das duas história está a serviço do roteiro, mesmo nas horas que escolhe te irritar ou te enojar. Definitivamente, é um filme pra iniciados.
Apesar de tudo, recomendo vivamente. É uma ótima experiência de cinema. 4 estrelas em 5.
Ops, não leve crianças! Nem etária nem mentalmente.
Lady Vingança

Último filme da madrugada, eu confesso que tomei um Red Label antes na perspectiva de que se o filme fosse ruim, eu dormiria feliz. Lêdo engano. Desde os créditos iniciais o filme te pega e não te larga mais. O filme completa uma trilogia do coreano Park Chan-wook , iniciada por Mr. Vengeance e alçada à fama pelo segundo filme, Old Boy. Hardcore num estilo que lembra muito Kill Bill, a história da vingança desta mulher envolve de tal maneira que até perdoamos ser tão longa. A teia de relações que cria para dar cabo de sue projeto de vingança é uma delícia de ver: as personagens expõem o que há de mais belo e o que há de mais tosco na sociedade oriental. Creio que é candidatíssimo a ser refilmado pelo cinemão de Hollywood, tal como seu predecessor Old Boy (será que isto pode ser considerado um elogio?).
Note a imensidão de referências pop que o filme traz, de Björk a Casamento de Muriel. Bingo também para a produção de arte, figurinos e montagem. Em suma: vá ver correndo!
Sendo condescendente, dou 4 * em 5.
