23 de fev. de 2007

DreamGirls

O oscarizável nunca caminhou tão de perto com o dúbio.
Explico: a película tem suas grandes qualidades, mas pensa comigo, as indicações puramente técnicas que recebeu para o Oscar já denunciam uma frouxidão que chega a incomodar até o cinéfilo mais paciente. Musical de sucesso na Broadway transposto pra telona, exibe nas suas longas quase 3 horas a história das Supremes, o grupo que lançou Diana Ross. Com problemas sérios de corte e edição, denotados pelo ótimo Pablo Villaça (http://www.cinemaemcena.com.br/) em sua imperdível resenha (como todas as outras, recomendo), DreamGirls cansa quem não é ardoroso fã de soul music, confunde os mais atentos e aporrinha quem queria ver a história como ela é (ou foi)... Rende-se ao final feliz... Eca!
Mas sempre há um mas...
Kate Hudson.
Candidata perdedora do American Idol, a bunita na sua primeira atuação conquistou a indicação para Melhor Atriz Coadjuvante. Poupo os comentários resumindo-os: se você gosta de cantoras que são forte na interpretação das canções (Ave Bethânia!), vá ver correndo!!! Ela garante delícias insuspeitas neste festival de erros cinematográficos.